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C for Coffee

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Cinema
C for Coffee

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Dezembro

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C for Coffee
Uma série de conversas internas entre cineastas sobre cinema, à volta de uma mesa de café

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C for Coffee
A series of insider conversations between filmmakers about cinema, around a cafe table

Em 2019, quando filmámos o primeiro episódio de C For Coffee no Porto/Porto/Doc, perguntámos aos realizadores convidados se o cinema estava morto. No final de 2020, um ano em que tanta coisa aconteceu, o cinema está também num estado completamente diferente. Se em 2019 as perguntas sobre se estava a morrer já eram tão pertinentes, 2020 foi o ano em que o cinema foi conduzido a uma posição ainda mais frágil. Com a pandemia, as salas fecharam, os lançamentos de filmes foram adiados e os festivais de cinema cancelados ou adaptados a novas formas de existência. Para sobreviver, a indústria mudou-se para a Internet. Se o streaming já estava a conquistar o seu domínio, em 2020 o pequeno ecrã tornou-se, pelo menos durante algum tempo, a única forma de os espectadores verem filmes.

Quando fomos a Pamplona, em março de 2020, para gravar o segundo episódio da série, a pandemia ainda não tinha chegado. Mas não tardou e o C for Coffee também, os planos que tínhamos feito para viajar com a série foram adiados com tudo o resto. Quando conseguimos voltar a gravar, no IndieLisboa, tínhamos em mente todas estas questões sobre o estado do cinema. Entre 2019 e 2022, tivemos a oportunidade de estar em festivais de cinema como o Curtas Vila do Conde, doclisboa e Festival de Cinema Luso-Brasileiro.

Só em 2022 é que tivemos a oportunidade de viajar novamente para fora de Portugal para fazer um novo episódio da série, no Black Movie Independent Film Festival.

Parece que estamos todos a viver a mesma coisa. Estamos sempre no mesmo contexto, usamos todos as mesmas influências, os mesmos sistemas de produção, os mesmos locais de projeção, e chega-se a um ponto em que tudo se torna estigmatizado. (...) A questão é: como é que saímos disto?

— Carlos Casas

As conversas em C for Coffee têm lugar na cidade e no festival que as contextualiza. Sentados em cafés emblemáticos, os cineastas convidados jogam um jogo em que escolhem papéis com perguntas sobre temas em discussão na cultura cinematográfica contemporânea. Estas perguntas orientam uma conversa sem limites, uma janela para o que os atores do mundo do cinema têm para dizer informalmente uns aos outros. Inspirada em Coffee and Cigarettes, de Jim Jarmusch, a nossa série original C for Coffee serve de palco a uma conversa livre e sem restrições.

Mais uma vez, tentámos descobrir: o que pensam os cineastas sobre o estado atual do cinema?

CONVERSAS ENTRE CINEASTAS SOBRE CINEMA 

EP. 01 — PORTO/POST/DOC

O primeiro episódio, feito em colaboração com Porto/Post/Doc, foi filmado durante a sexta edição do festival de filme, que teve lugar a 19 de novembro no Porto. No festival, convidámos Ute Aurand, Valérie Masadian, Gurcan Keltek e Ben Rivers para, numa pausa de café no café A Brasileira, falarem uns com os outro sobre o estado do cinema. As suas conversas informais, nos bastidores, entre si, são uma espreitadela privilegiada a pensamentos que normalmente não são tornados públicos. Estas conversas inspiraram e informaram também todos os outros episódios.


Lê o artigo completo Is Cinema Dead? sobre o primeiro episódio da série.

EP. 02 — PUNTO DE VISTA

Em março, fomos de comboio a Pamplona para assistir ao Punto de Vista, mesmo antes de a pandemia atingir a Península Ibérica. Este segundo episódio, gravado no Café Iruña durante o festival de cinema espanhol, inclui conversas entre Carlos Casas e Ana Vaz, e Gerard Ortin e Melisa Liebenthal. 

Carlos Casas and Ana Vaz falaram, entre outras coisas, sobre como é trabalhar com recursos escassos e como as tensões envolvidas na realização de documentários jogam entre fazer arte e fazer história. Tal como eles, Gerard Ortin e Melisa Liebenthal também discutem a escassez de recursos, as hierarquias das equipas no cinema e a dobragem de filmes.

EP. 03 — INDIELISBOA

 Quando finalmente tivemos a oportunidade de sair depois de um verão focado na música, voltamos ao cinema (e para o cinema), e gravamos o terceiro episódio de C for Coffee no IndieLisboa em Agosto. Para este episódio, convidamos Luis Lopez Carrasco e Catarina Vasconcelos, e Lois Patiño e Joana Pimenta para sentar e falar no emblemático Galeto.  

Nesta conversa, já no contexto da pandemia, quisemos saber sobre o trabalho dos realizadores, mas também como vêem o seu trabalho no contexto atual. Joana Pimenta e Lois Patiño refletiram sobre os filmes que mais lhes interessam neste momento, as plataformas online e o contar de histórias pessoais e íntimas nos filmes, enquanto Catarina Vasconcelos e Luis Lopez Carrasco discutiram o papel da memória no cinema e a distribuição online.

EP. 04 — FESTIVAL DE CINEMA LUSO-BRASILEIRO

Em 2021, para o quarto episódio de C for Coffee, visitámos o Café O Trovador em Santa Maria da Feira, durante o Festival de Cinema Luso-Brasileiro. Marcelo Gomes, João Nicolau, Rita Carelli e Leonor Noivo foram convidados a sentar-se no café e a jogar o jogo.

A primeira dupla iniciou a conversa com Marcelo Gomes a partilhar a experiência de fazer a sua primeira longa-metragem, filmada em 16mm. Marcelo Gomes discutiu com o realizador português João Nicolau sobre o que faz uma boa personagem e a importância da música, partilhando também as suas perspetivas sobre os seus filmes e as suas origens. Rita Carelli e Leonor Noivo tiveram como ponto de partida uma questão sobre a narratividade da música. A partir daí, as realizadoras refletem sobre os seus percursos na indústria cinematográfica - Rita Carelli como atriz e Leonor Noivo como supervisora de argumentos - e também sobre os filmes que realizaram.

EP. 05 — CURTAS VILA DO CONDE

O Pátio Café, em Vila do Conde, recebe mais um episódio de C for Coffee. Jacqueline Lentzou entra na sala com uma t-shirt com a imagem de Chantal Akerman, dizendo que a comprou num museu qualquer. Lentzou senta-se junto à janela e alguém da equipa prepara o seu microfone. Jorge Jácome também está pronto e a conversa começa. É como um primeiro encontro, dizem. Os dois realizadores encontram tempo para falar sobre os filmes que lhes interessam neste momento, o processo de realização de um filme e a forma como cada realizador o encara de forma diferente. Também refletiram sobre o que muda quando se começa a fazer longas-metragens ou sobre a importância do real e do irreal.

Ali Asgari e Farnoosh Samadi começaram a trabalhar juntos em 2012. Ao contrário da primeira dupla convidada para o quinto episódio, os dois conhecem-se há quase 10 anos. Asgari e Samadi partilharam as suas perspetivas sobre a forma como o processo de distribuição se simplificou ao longo dos anos, o impacto das plataformas de streaming e as histórias pessoais e íntimas.

EP. 06 — DOCLISBOA

DocLisboa recebeu a nossa equipa em Lisboa durante a edição de 2021 do festival. Maria João Guardão, Sérgio Silva, Michael Pilz e Edgar Pera sentam-se no restaurante 39 Degraus da Cinemateca para uma conversa sobre cinema enquanto tomam um café. Ambos chamam-lhe um “encontro às cegas” e é à medida que a conversa avança que as duas duplas começam a conhecer a perspetiva de cada um sobre o cinema.

Os realizadores discutem a produção e a forma como esta afeta o seu trabalho. Maria João Guardão e Sérgio Silva falam sobre como os conteúdos online mudaram a indústria, as diferentes abordagens na fotografia para cinema ou os seus aspetos técnicos e como as diferenças entre filmar com película e vídeo começaram a ser encaradas. Michael Pilz e Edgar Pera discutem o impacto do dinheiro e como este pode alterar a ambição do realizador no processo de realização de um filme, e também a realização de filmes através do arquivo pessoal.

EP. 07 — BLACK MOVIE

No início de 2022, finalmente tivemos a oportunidade de viajar para fora de Portugal para filmar o último episódio de C for Coffee. Em janeiro de 2022, estivemos no Festival Internacional de Cinema Black Movie, em Genebra. O Black Movie afirma que mantém a sua vocação inicial e continua a promover filmes moldados por realidades imaginárias diferentes das que conhecemos no mundo ocidental.

Sol Berruezo Pichón-Riviére, da Argentina, e Renato Borrayo Serrano, da Guatemala, encontraram-se pela primeira vez no café Remor Genève. Os realizadores começaram por encarar os papéis das perguntas como cartas de Tarot e acabaram por discutir os seus filmes, o processo de criação, a liberdade da ficção ou as mudanças de um realizador ao longo da experiência.

Outras séries de 

Cinema

Interessa-nos o cinema independente, a forma como os realizadores traduzem as suas ideias num objeto fílmico e como esse objeto pode inspirar novas ideias. A nossa aproximação ao cinema aconteceu quando sentamos realizadores à conversa no C for Coffee e daí continuou com séries como Freezing Frames ou programas como o Cineclube, que curamos para a TV.

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